The Neighbors (Alienados)

By Andreia Morais - setembro 04, 2013



Um dia acordamos e percebemos que a nossa vida sofreu uma reviravolta (o que não tem necessariamente que ser mau). Os objetivos não são os mesmos, as necessidades alteram-se e com isso decidimos mudar de casa!

Naturalmente que a primeira coisa a fazer é encontrar um lugar agradável para se viver e, de preferência, com boa vizinhança. É um pedido lógico e, à partida, simples. E claro que depois de se escolher aquele que será o nosso novo lar, de se tratar da papelada e de se encaixotarem todas as coisas essenciais (e mesmo as que não são) para levar, é hora de fazer a mudança. Até aqui nada de novo nem nada de estranho. O problema é quando chegam e percebem que a comunidade (que em breve será a vossa) age de uma forma pouco normal e vocês vêm a descobrir que são... Extraterrestres. 

Esta série gira em torno de uma família que decide ir viver para «Hidden Hills», um condomínio fechado em New Jersey. Para eles, parecia uma mudança tranquila, mas depressa mudam de ideias quando se deparam com uma comunidade vestida da mesma maneira, que tem nomes de jogadores conhecidos no mundo do desporto e passeiam pelo condomínio de carrinho de golfe. Não, de facto não é um comportamento normal. Mas piora. É que lêem em vez de comer, recebem alimento através dos olhos e da mente e choram pelos ouvidos. Só que não choram água (obviamente), mas sim uma substância viscosa. E verde. 

Quem estiver de passagem talvez nem repare nas diferenças. Talvez só os ache esquisitos. Mas não se deixem enganar. É que apesar de terem adotado o aspeto humano, rapidamente voltam à sua forma normal. Para isso só precisam de bater palmas por cima da cabeça. Mas nem tudo pode ser mau. Apesar de todas estas particularidades, são inofensivos e acolhedores.

A família Weaver não terá a vida facilitada e terá que se habituar à nova vizinhança. Que apesar de ser constituída por indivíduos autónomos (duvido que lhes possamos chamar «indivíduos»), é como se fossem uma pessoa só. Larry Bird é o líder da comunidade, como tal, tem que dar o exemplo. E tudo aquilo que lhe acontece, seja uma afronta ou um simples fechar da porta na cara, é sentido por todos os membros da mesma, que mudam de estado de espírito mais depressa que um piscar de olhos. É que todos sentem as mágoas uns dos outros e as alegrias também. Por isso sim, é fácil de perceber que os Weaver terão tudo menos uma vida sossegada. E não lhes faltarão aventuras. 

Apesar das diferenças, e dos pesadelos de Debbie Weaver (que sendo vizinha de extraterrestres sonha que estes lhe vão raptar os filhos), acabarão por construir uma relação de amizade. E talvez se tornem quase como uma grande família (se bem que a filha mais velha dos Weaver apaixonar-se-à pelo filho mais velho daquela família vinda de outro planeta). A primeira reação de estranheza e desconfiança dissipar-se-à há medida que o tempo avança. 

O que não muda são mesmo as gargalhadas impossíveis de controlar por parte de quem está deste lado. Esta série é transmitida na Fox Life, à tarde. Normalmente, são quatro episódios. Mas sabe a pouco. É que, realmente, a ideia está bem estruturada e os episódios cheios de peripécias. Por isso é natural que queiramos saber o que se passará a seguir. Apesar de serem famílias muito distintas (a começar pelo planeta a que pertencem), têm muito a ensinar uns aos outros, e são mais parecidos do que aquilo que julgam ser. 

Depois disto, se um dia resolver mudar de casa, primeiro certifico-me que a vizinhança não se veste toda de igual nem conduz carrinhos de golfe. E depois verifico se posso bater palmas à vontade, sem ter que me preocupar que possam ficar verdes a qualquer momento.



Deixo-vos o trailer para vos aguçar a curiosidade 







   

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2 comentários

  1. Não te prolongas-te nas palavras Andreia, acho que estava a precisar de ler palavras assim. A verdade é que a relação foi mudando muito no inicio é sempre um conto de fadas e depois vai se perdendo, não sei . Ele pediu me um tempo esta semana e tudo me esta a custar, ele ignora as minhas mensagens, eu sei, eu sei que devia nem lhe mandar nada mas acho que é o amor que sinto por ele que fala mais alto entendes. não sei o que vai acontecer, ou melhor acho que já imagino, acredito que quem ama não consegue estar tanto tempo longe e ele está a conseguir e isso mata me por dentro. mas vou tentar ganhar forças, obrigada pelas palavras, mesmo *

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  2. Pensava que era a única que gostava desta série :)

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