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A mostrar mensagens de Dezembro, 2013

23:59. Em dois mil e treze quase a saltar para dois mil e catorze

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Dois mil e treze. Mais um ano que se encontra a poucas horas de acabar. Quando me sento no parapeito da janela, com uma chávena de chá de menta, e me recordo do que passei no decorrer destes doze meses arrisco-me a dizer que levo mais coisas boas no coração do que más. A culpa também pode ser minha, porque desde cedo me habituei a guardar só o que é bom de guardar; e também porque aprendi que as coisas menos boas (ou realmente más) fazem parte de um processo de crescimento. São lições de vida, que eventualmente acabamos por ver como tal. A idade vai-nos dando sabedoria, não porque lhe esteja inerente, mas porque passamos a olhar para as coisas com mais responsabilidade. 
Dois mil e treze foi o ano dos meus vinte e um. E ainda que tenha um longo caminho de aprendizagem, acho que vieram camuflados de novos saberes, de uma nova calma e de uma nova noção de vida. Acrescentaram mais um pouco de peso na palavra «adulta» e obrigaram-me ainda mais a comportar-me como tal. Ainda estou longe, m…

«A Persistência da Memória»

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«Uma história de emoções à flor da pele»
Daniel Oliveira. Habituei-me a esperá-lo ao sábado, na sic, no programa Alta Definição. E por mais que soubesse que todas as entrevistas acabariam com a pergunta «O que dizem os teus olhos?» nunca saberia o que responder de imediato. Quedava-me uns segundos em silêncio nos pensamentos e só depois partia para a formulação de uma resposta. Uma afirmação muda que só eu ouvia.
Para quem estava em casa a assistir, como sempre foi o meu caso, era impossível não olhar para aquela entrevista como uma conversa. Como se os intervenientes fossem amigos de longa data a recordarem momentos passados. E em todas elas, sem exceção, emocionei-me. Fiquei de lágrimas à porta, indecisas entre permanecerem brilhantes ou rolarem pelo meu rosto. E chorei! Como se a história me tocasse na primeira pessoa. Como se aquele alguém fosse uma parte do meu coração. E se houve alguma coisa que aprendi no meio de tudo isto é que aquelas pessoas, por mais que as olhemos como um e…

O dia seguinte em forma de rescaldo

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Estávamos no ano dois mil e o Pai-Natal lá de casa era uma menina de oito anos. Em dois mil e treze, a menina de vinte e um já não veste o fato vermelho e branco, mas o sino que traz na mão ainda hoje enfeita a árvore. É que há coisas que, por mais que o tempo passe a correr, não se alteram. As tradições, a vontade de estar em família, as gargalhadas, as recordações, a curiosidade em saber o que vinha dentro de cada embrulho permanecem. E o Natal é independente da idade. Só é dependente da família, que permanece unida todos os dias, mesmo que já comecem a faltar algumas pessoas à mesa. É aí que entra o papel das estrelas, porque há sempre uma ou outra que brilha com mais força para nos proteger e nos mostrar que estamos juntos, mesmo que em planos de vida diferentes. 
Já passaram treze anos desde que tirei esta fotografia, mas lembro-me tão bem da magia destes dias. É a mesma que me acompanha ao longo dos anos. É que treze anos depois continuo a mesma criança, agora adulta, feliz e de…

Feliz Natal!

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«Feliz, feliz Natal, a que faz que nos lembremos das ilusões de nossa infância, recorde-lhe ao avô as alegrias de sua juventude, e lhe transporte ao viajante a sua chaminé e a seu doce lar!»  (Charles Dickens)

Espero que tenham um dia recheado de boas surpresas, de grandes momentos em família, com amigos, com aqueles que vos aconchegam e preenchem o coração. Abusem dos sorrisos, das gargalhadas, dos abraços, das histórias, das memórias, das brincadeiras. Cuidem-se, sejam felizes, e não se esqueçam que o que se leva daqui são mesmo as recordações de dias assim: fantásticos, surpreendentes. São as recordações das pessoas, das mãos entrelaçadas, dos abraços apertados. 
À meia-noite, quando o relógio der sinal das doze badaladas, espero que o Pai-Natal seja generoso com todos vocês. E amanhã, quando já tudo não passar de mais um fragmento do passado, olhem à vossa volta e sintam que valeu a pena cada momento. Hoje não há lugar para tristeza (ainda que existam), porque neste mundo ou no o…

Quentinhas e boas!

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Não, não venho apregoar sobre castanhas, ainda que também morra de amores por elas. Venho mesmo mostrar-vos o resultado final da receita que experimentei hoje. 
É rápida, fácil e, ao mesmo tempo, uma boa oportunidade para passar momentos em família. São deliciosas! E já as coloquei numa taça para irem para a mesa da sala, bem protegidas pelo pão-de-ló e pelo queijo da serra, que os meus pais adoram e eu não suporto sequer o cheiro. 
Estão mais que aprovadas. O sabor a banana misturado com o chocolate negro ainda morno é divinal. Já diz o ditado: «é de comer e chorar por mais». Parece-me que é uma receita a repetir muito brevemente. É que a primeira fornada sai sempre a medo, é a experiência, o mote para melhorar. Por isso, prefiro deixar estas cá em casa e depois faço mais para oferecer à família. Da segunda vez sairão ainda melhor e serão feitas com ainda mais amor, por isso só têm a ganhar. 
Para primeira vez, modéstia à parte, acho que não me saí nada mal. Talvez tenha que melhorar a …

Biscoitos de banana com pepitas de chocolate

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Encontrei a receita dos biscoitos de banana com pepitas de chocolate no blog Sem Jeito Nenhum, mais precisamente aqui, e soube logo que tinha que experimentar. 
A minha fruta favorita, desde pequena, é a banana e adoro chocolate preto (acompanhado com menta ainda melhor). Bolachas que juntem os dois? Se já estão a imaginar que será uma perdição para mim imaginam bem, porque será mesmo. A minha mãe ainda me disse que esta altura não é para se fazerem bolachas (e tem a sua razão, ainda para mais com tanto doce na mesa não é preciso mais uma tentação), mas lembrei-me que, a ficarem boas, podia sempre oferecer à família quando amanhã estiver a fazer a distribuição das prendas. Assim, embrulhadinhas, entrego nem que sejam duas ou três a cada um (divido o mal pelas aldeias, ninguém se chateia e não engorda só uma pessoa. Engordamos todos, afinal de contas somos uma família unida).
Entre acabar uma prenda que me falta e ajudar a embrulhar o resto dos presentes, vou arranjar tempo para experime…

7 Pecados Rurais

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Último dia de aulas. Qual a melhor forma de começar as férias de Natal? Ir ao cinema. Na altura de escolher o filme a opinião foi unânime: 7 Pecados Rurais. É que não há mesmo nada que aconchegue mais o coração do que reunir amigos e dar umas boas gargalhadas. Juntos. Como deve ser sempre!
O talento do elenco é inquestionável. E se o Zé e o Quim por si só já enchiam o ecrã com humor de qualidade imaginem quando dão realmente vida ao famoso Curral de Moinas e lhe juntam atores fantásticos como os que dão vida a esta história. Quem nunca acompanhou as peripécias de Quim Roscas e Zeca Estacionâncio talvez não compreenda a origem de tudo isto, mas acreditem que não é impeditivo para acompanharem a trama. 
É um filme para rir. Muito. Quase ao ponto de não aguentar as boas dores de barriga. Sim, porque as dores podem ser boas, para isso basta que o motivo as supere, como foi o caso. É imperdível e hilariante. É humor do bom, com pessoas talentosas e, sobretudo, apaixonadas por aquilo que fa…

«O último abraço que me dás»

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co-ra-gem (francês courage) substantivo feminino 1. Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. 2. [Figurado] Constância, perseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).

Há pessoas corajosas. De uma coragem maior que a vida. E eu admiro pessoas assim: que enfrentam as maiores adversidades com o sorriso mais bonito e largo que conseguem. Mesmo quando sabem que, à partida, a probabilidade de vencerem é bem mais pequena do que serem vencidos. Mas não importa, porque, apesar disso, não desistem e lutam, e fazem-nos acreditar num dia melhor. Tenho para mim que a frase «amanhã é um dia melhor» só foi inventada porque houve alguém corajoso o suficiente para acreditar que amanhã é mesmo um dia melhor.
Ao longo da minha ainda curta caminhada tive a honra e o privilégio de conhecer pessoas de uma coragem intemporal. E sei que por elas aprendi a olhar para a vida com uma perspetiva diferente. É por isso que, para mim, o copo está sempre meio-cheio ao invés de estar…

«Até que a utopia nos separe»

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Entre estudar para frequências, jantar de curso, reuniões de voluntariado (que vos falarei depois) e as típicas compras de Natal, o tempo não tem sido muito. Mas hoje deixo-vos uma crónica que não me deixou indiferente, por ser tudo aquilo que eu penso. E por isso mesmo não preciso de fazer qualquer comentário: está tudo ali, conforme sinto e conforme defendo, só não foi escrito por mim, mas até parece que a autora me leu os pensamentos.
Vamos viver felizes para sempre? Então comecemos já. No amor não há tempo a perder, porque amar também é ter tempo. E como eu continuo a acreditar que «não falta amor, falta amar», sim, mais do que viver, quero ser feliz para sempre. Com amor! 


«Até que a utopia nos separe
Essa coisa de amar alguém tem um botão de “on” e “off” e andámos todos a desligá-lo da corrente nos últimos anos? É isso?
Ouve-se por aí: “Amor? Já não acredito em nada disso.”.
Mas… como assim? Quer dizer que deixaste de acreditar que tens a capacidade de gostar de pessoas e de par…

«Ricardo Quaresma está de regresso ao FC Porto»

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«Ricardo Quaresma está de regresso ao FC Porto A RTP sabe que o internacional português é reforço do campeão nacional a partir de janeiro, estando tudo acertado para um contrato válido por dois anos e meio. Quaresma jogou no Porto entre 2004 e 2008, tendo na altura ganho a alcunha de Harry Potter. Para que o regresso se torne oficial falta apenas que o jogador acerte a desvinculação definitiva do Al Ahly dos Emirados Árabes Unidos, o que pode acontecer nos próximos dias, embora o clube árabe ainda não tenha chegado às pretensões do atleta quanto aos números da rescisão de contrato. Quaresma deve começar ainda este mês a treinar às ordens de Paulo Fonseca» (vídeo aqui)
«Quaresma já rescindiu O extremo está livre para assinar pelo FC Porto. É esperado em Portugal muito em breve. O Al-Ahli confirmou a rescisão de um contrato que terminava em 2015 Rob Aykten, diretor do Al-Ahli, confirmou a notícia por que os portistas esperam: "Quaresma já rescindiu, está tudo esclarecido. O clube vai…

Detalhes de Natal

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Não são muitas as memórias que tenho do Natal enquanto ainda conseguia contar a minha idade pelos dedos. Nem são muito específicas. Talvez precisamente por isso: por ser criança e muito daquilo que passei não me acompanhar à medida que fui crescendo. Gostava de fechar os olhos e transportar-me para o passado, apenas para ver como era a magia da época pelos olhos de uma menina de olhos castanhos e cabelo aos caracóis da mesma cor.
Sou uma pessoa de toque e de cheiros. Adoro abraços e a tranquilidade que alguns cheiros me trazem, por me fazerem lembrar pessoas e momentos. E por muito que as minhas memórias desse tempo sejam fugazes há coisas que nunca serei capaz de esquecer: a família sempre reunida, eu a fazer de pai natal, o barulho dos presentes, os aromas das sobremesas, as luzes e as tradições. 
Há uma tradição, que não sei se era objetivo sê-lo, que faço intenção de manter. Além da família sempre presente (o que não acontece só no Natal), recordo-me de fazer a árvore e colocar as d…

«Amo-te Em Todas As Línguas»

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«Não basta a minha língua para dizer amo-te.  Por isso repito-o em todas as línguas do mundo.  Para que o sintas todos os dias da tua vida».

Quando peguei neste livro e o comecei a desfolhar, como quem tenta descobrir um segredo sem procurar, lembrei-me de uma notícia que li há uns tempos: duas militantes do BE que queriam proibir os piropos na rua. E lembrei-me disto porque numa das línguas, e por línguas entendemos idiomas, encontrei a seguinte tradução: «A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu». Qual é a língua em que «amo-te» se traduz por esta expressão? Precisamente... trolhês!
Questionei-me na altura qual a utilidade de criar uma lei para acabar com os piropos. E naturalmente não encontrei uma resposta clara e fidedigna que me fizesse acreditar que tal ação fosse benéfica. Eu entendo onde queriam chegar, até porque o que estava em causa era a violência verbal, que tantas vezes cria mais danos do que a física. Só acho é que há exemplos que não são, de todo, os…

Até sempre!

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«Paul Walker (1973-2013): morreu o polícia de Velocidade Furiosa Actor morreu num acidente de automóvel.
O actor americano Paul Walker, um dos heróis da popular série de filmesVelocidade Furiosa, morreu na noite de sábado num acidente de automóvel em Los Angeles, aos 40 anos de idade.
Antigo actor-criança em anúncios e séries de televisão, Walker passou grande parte da década de 1990 em papéis secundários em filmes de série B destinados ao mercado adolescente, antes de atingir o jackpot ao contracenar com Vin Diesel em Velocidade Furiosa (2001), ambientado no meio das corridas de automóveis “kitados” do submundo de Los Angeles e onde interpretava um polícia infiltrado. Walker fez parte do elenco de cinco dos seis filmes da série e encontrava-se agora a rodar o sétimo, que tinha estreia marcada para Julho próximo.
Apesar do sucesso obtido por Velocidade Furiosa, ou talvez devido a ele, o actor nunca escapou aos filmes de acção de série B, como Não Brinques com Estranhos de John Dahl (2…