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A mostrar mensagens de Janeiro, 2014

Parte do que sou

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«O papel tem mais paciência do que as pessoas»

Só sei escrever com o coração. Nem sempre é mágico, de beleza gratificante, claro ou lógico. Talvez existam dias em que seja totalmente confuso, nada apelativo e tudo menos claro. Mas é a forma mais verdadeira que tenho para comunicar. E essa serei sempre eu, de coração aberto, sem máscaras. Citando Fernando Pessoa: «eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo». E eu escrevo assim: sem filtros.
E se, para além das crónicas que vou partilhando aqui, passasse também a escrever os textos que guardo no meu caderno preto de fita, que apelidei de «As minhas viagens de metro»? O que acham da ideia de ir intercalando esses textos mais pessoais (que não têm necessariamente que ser sobre acontecimentos vividos na primeira pessoa) com as músicas, as histórias, as fotografias que vou deixando neste meu refúgio?
Estou a pensar abrir mais uma gaveta da minha casa encantada, mostrando-vos parte do que sou. O que vos parece?


Rui Pedro: Dezasseis anos de dor!

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«Lembra-se dos últimos anos com o seu filho? As noites de Natal. As festas de aniversário. As passagens de ano. As férias de verão. Os inícios de aulas. Os invernos e verões. Foram dias cheios de acontecimentos. Foram anos de novidades, surpresas, gargalhadas e travessuras. Lembra-se dos últimos anos com o seu filho?
- Eu não! O Pedro hoje faz... vinte e sete anos. Não o vejo desde os onze. Nunca o vou desistir de o procurar. 
Se tiver alguma informação que possa ajudar a encontrar o Rui Pedro, por favor diga-nos! Nunca é tarde para ajudar. Foi o filho da Filomena, mas podia ter sido o seu. Há ainda em Portugal mais de sessenta crianças e menores desaparecidos. São traficadas para exploração sexual todos os anos mais de três milhões de crianças. O tráfico verifica-se em todos os países do mundo e está a aumentar»

Dezasseis anos. Não dezasseis dias. Nem dezasseis semanas ou meses. São dezasseis anos de sofrimento. Angustia. Dor. Ausência. Uma força incalculável, que acredito ter escapado …

«Praxes: o país das histerias»

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«Eu não sei o que se passou na praia do Meco há 40 dias, mas devo ser um dos poucos cidadãos portugueses que o afirma sem reservas. Eu não sei se as praxes tiveram alguma coisa a ver com a morte de seis jovens universitários, mas muita gente à minha volta parece saber. Comentadores insuspeitos de arroubos mediáticos como Pacheco Pereira ou Vasco Pulido Valente discorreram sobre as praxes com se elas fossem o caminho direto para a degradação da juventude. E eu, uma vez mais, não sei se serão.
Sei que há praxes violentas e praxes engraçadas. Sei que há praxes humilhantes e praxes apenas risíveis. Sei, sobretudo, que no mundo esterilizado e assético a que a maioria parece aspirar, não há lugar para a folia, para o exagero, para a caricatura, para a troça. As praxes também são isto, como o Carnaval (festa que não é da minha simpatia) também é. Como na Idade Média mais funda, hoje o riso parece voltar a ser subversivo.
Eu nunca participei numa praxe nem nunca usei capa e batina, porque isso…

Coração pintado a tons de azul e branco

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«No Dragão, difícil é aguentar sentado». Sem qualquer margem para dúvidas. Mas na impossibilidade de estar no nosso estádio ontem, permitam-me alterar a frase e afirmar que «a ver o Futebol Clube do Porto, difícil é aguentar sentado». Não o consigo porque a emoção de ver os meus é mais forte. Porque o apoio será sempre incondicional. E porque os nervos também assim não o permitem. 
Há amores assim: maiores do que nós. Que nos ocupam o coração por inteiro. O meu é assim. Sempre foi. Por mais do que uma vez afirmei, com todo o orgulho que isso representa, que sou portista desde que me lembro que sou gente. Atrevo-me a corroborar que ser Porto já nasceu comigo, como se essa informação viesse nos genes, como se da cor dos olhos ou do cabelo se tratasse. Nasci portista e morrerei da mesma forma. E por mais estranho que possa parecer, o mais certo é continuar adepta deste clube muito depois disso. Porque há amores que nunca morrem. E este é um deles. 
Foi um jogo de nervos. Sobretudo porque n…

«Neste café londrino tudo é gratuito menos o tempo»

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«À entrada, os clientes recolhem um relógio para apontar o tempo de entrada e saída para pagar no final. De resto, tudo é de graça.

É um café, pode servir como escritório, também funciona como clube social e tem uma vertente de centro cultural. O novo café londrino Ziferblat parece ser de difícil classificação, mas a sua abertura, apesar de recente, já está a causar sensação entre a imprensa local.
À entrada, os clientes recolhem um relógio para apontarem o tempo de entrada e saída - o pagamento é feito no final. De resto, tudo é gratuito. Neste café, localizado no bairro de Shoreditch, só se paga o tempo de permanência no espaço, porque a internet, impressora, bebidas e pastelaria não são cobrados.
O conceito foi lançado por Ivan Mitin há dois anos na Rússia e a partir daí já foram inaugurados dez estabelecimentos em Moscovo, São Petersburgo e Kiev, capital da Ucrânia, entre outras cidades.
Tendo em conta o elevado nível de vida de Londres, os preços praticados nem são muito altos. U…

«Adoptar rima com amar»

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«Eu acredito nas pessoas e acima de tudo no amor. Homossexuais ou não, pouco me importa, o que me importa é que são pessoas que amam e podem amar. E muito.

Sou psicóloga. Já me perguntaram qual é a minha a opinião sobre a adopção/co-adopção por casais homossexuais. E a minha resposta é tão natural como o facto de me levantar todos os dias. Sou a favor! E há quem faça um ar espantado e até chocado. E pronto! Começa aqui a bola de explicações de pontos de vista.
Há certos assuntos, que não me atrevo a comentar, sem pensar e reflectir sobre eles. Considero-os demasiado sérios, para serem falados que nem conversa de café. Para além disto, estes assuntos, e principalmente a opinião que temos sobre eles, definem uma parte do que somos e queremos ser enquanto seres humanos neste mundo. Por isso, só depois de algumas conversas com os meus botões é que comecei a dar a minha opinião sobre este assunto.
Sou a favor da adopção de crianças por casais homossexuais, tal como sou a favor de qualquer …

Cinco minutos e quarenta e sete segundos de magia

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Tenho um armário cheio de filmes que me lembro de ver horas e horas seguidas. E em todas elas era como se os visse pela primeira vez. Recordo-me de chorar em muitos deles, mas também de me rir até não aguentar as dores de barriga. A maior parte é da Disney e sei que, independentemente da história, todos eles me fizeram sonhar. 
Walt Disney significa magia, mas também infância. Significa a magia da minha infância. As horas que passava em frente à televisão a viver aquelas histórias como se fossem parte de mim. Todas as lágrimas que se formavam nos meus olhos, a gargalhada estridente em todas as patifarias, a vontade de abraçar cada uma das personagens, de as proteger, de as mimar. Significa inocência e um desejo imenso de voltar atrás no tempo. 
Ainda que não goste de viver do passado, precisamente porque já passou e o que interessa é o agora, sempre fui bastante saudosistas. Porque há alturas da vida que, por terem sido tão bonitas, faz bem ao coração relembrá-las. E eu gosto de tudo aq…

Liebster Award

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«Depressa! O tempo foge e arrasta-nos consigo. O momento em que falo já está longe de mim»

Já não é a primeira vez que o digo: há dias em que sinto o tempo a desaparecer por entre os meus dedos. Com o tempo fui compreendendo que isso não é, necessariamente, algo que nos deva preocupar. Passa porque tem que ser assim. Porque os ponteiros do relógio não deixam de rodar eternamente. E é bom quando não se cai no erro de contar as horas e se espera que, por qualquer razão, o tempo se atrase e nos deixe presos na ilusão de durar mais um bocadinho. O tempo avança para nos fazer avançar. E quando, futuramente, relembrarmos um momento que em tempos nos encheu o coração compreenderemos que permanecem além das doze badaladas. E são mais aqueles que nos esperam. Por isso o tempo foge: para sabermos viver sem nos prendermos ao relógio.
Quinta-feira foi dia de festa académica, organizada pela Cantuna (Tuna Feminina da Escola Superior de Educação do Porto). Em jeito de preparação para Maio, organiz…

«Quaresma sem tirar nem pôr»

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«Goleada com o cunho de Quaresma e Jackson
Só destoou o golo de cabeça em vez da trivela do costume
A FIGURA: Quaresma  Está feliz, está motivado e mais solto do que se poderia julgar. O resto, e o resto é tão importante, continua onde sempre esteve. O seu futebol é e sempre será uma hipérbole. O risco está presente em todas as ações, a atração pelo drible é inseparável do seu pé direito. Todos conhecemos o estilo de Quaresma e o reportório entusiasmante do extremo. Se mantiver os níveis de entusiasmo e recuperar a condição física, o FC Porto passará a ser uma equipa perigosíssima. Para já, está a exceder as expetativas. 
MOMENTO DO JOGO: Mustang com cabeça Minuto 11, desvio fantástico de Ricardo Quaresma com a cabeça e o regresso aos golos de dragão ao peito. O cruzamento de Josué é ótimo também, mas a execução do Mustang supera-o pelo elevado nível de dificuldade».


«Gostei do Quaresma. Face ao que tem sido o trabalho ainda curto que tem sido realizado, gostei. Mas há muito a evoluir, o …

E a Bola de Ouro vai para...

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«Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo
Primeiro português a vencer dois troféus de melhor jogador do Mundo (2008 e 2013)
A Bola de Ouro é mesmo de Cristiano Ronaldo!
O jogador madeirense é primeiro português a ganhar duas Bolas de Ouro, depois da primeira em 2008, quando ainda estava ao serviço do Manchester United, superando Eusébio (1965) e Luís Figo (2001).
O extremo do Real Madrid, com 69 golos em 2013, destacou-se à frente de Lionel Messi (Barcelona), vencedor das quatro edições anteriores, e de Frank Ribéry (Bayern Munique), entre os jogadores mais votados neste prémio conjunto da FIFA e da revista «France Football».
«Não há palavras para descrever este momento», começou por destacar um Cristiano Ronaldo visivelmente emocionado, com as lágrimas a caírem-lhe dos olhos e as palavras a ficarem presas na garganta, mas com esforço prosseguiu. 
«Obrigado a todos os meus companheiros do Real Madrid e da Seleção. É um orgulho enorme, as pessoas que me conhecem sabem o que fiz para ganhar…