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A mostrar mensagens de Abril, 2014

As minhas viagens de metro #11

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«Todas as decepções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos», Romain Rolland


Congela-me o sangue. Nesta tempestade de sentimentos Neste raio de incertezas Que me percorrem o corpo E paro. Há uma força que me atira Que me faz permanecer imóvel No chão. E nos mil pedaços  Que a minha alma desfragmenta  Tu pisas as memórias Do que me resta. E eu fico presa Insegura  Inquieta E sinto-me a perder o pulso O coração a bater cada vez mais fraco E fecho os olhos Para sempre.

M, 04.11.2013

O que fala ao coração #7

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«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar

Não passo um dia sem ouvir música. Esta semana voltamos a mudar o estilo musical e o género do artista. Desta vez caminhamos pelo Fado, mas no feminino. Aqueles que já descobriram quem é facilmente identificam a sua voz poderosa. Quente. Que nos faz perder no seu talento interminável. Se fecharmos os olhos, conseguimos reconhecer automaticamente alguém pela sua voz, pelo seu timbre, pela forma como pronuncia as palavras, pela capacidade de interpretação, pela alma que lhe sai dos poros quando canta. Com esta fadista acontece isso mesmo - ela mal pronunciou as palavras e nós já estamos a pronunciar o seu nome.

Novas rubricas

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«Sou um escritor atípico. Só escrevo porque tenho ideias. Sentar-me a pensar que tenho que inventar uma história para escrever um livro nunca me aconteceu e nunca me acontecerá. Necessito de algo que me sacuda por dentro e que se me agarre com força para que eu entenda que ali há qualquer coisa para contar», José Saramago. 

Escrevo desde sempre. Desde o momento em que senti que o simples ato de pegar num lápis e preencher folhas em branco era tão libertador e reconfortante. Escrevo porque me sinto bem. Porque me faz crescer. Porque é das formas mais bonitas que conheço para expressarmos aquilo que nos sai diretamente do lado esquerdo do peito. Há qualquer coisa em mim que não me permite parar. Penso de mais. Quero escrever de mais. Não parar de acumular cadernos A5 pretos nos armários. E daqui a uns anos pegar neles, abri-los com cuidado, olhar para as suas folhas amareladas pelo tempo e sentir o cheiro dos momentos em que escrevi todas aquelas palavras. 
Gosto da suavidade dos termos.…

ELO - a ligação que faltava

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«Hospital oncológico desenvolve brinquedo que vai emocionar você
O Hospital Amaral Carvalho de Jaú, São Paulo, desenvolveu um brinquedo que traz felicidade para aquelas crianças que estão sob tratamento isoladas da família.

A tecnologia se baseia de mensagens via what’s app diretamente para um dispositivo que ao ser apertado reproduz as mensagens de voz enviadas de amigos e familiares da criança.
A criança recebe um ursinho chamado ELO e pode escutar as mensagens toda vez que sentir saudade da família!»


Há notícias que falam por si só. Emocionam-nos em cada uma das suas palavras, por nos transmitirem esperança. Na humanidade. Na tecnologia. No mundo. São a prova de que uma ideia bem desenvolvida pode fazer a diferença. E só estas crianças saberão como é bom receber o carinho de alguém especial através de uma simples mensagem. 
Não contive as lágrimas. Pela felicidade no sorriso de cada um. Pelos pais que se sentiram mais perto. Pela ideia. Pela alegria que aqueles quartos receberam. Pel…

Coração de Dragão

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«Está escrito nos livros: a vida dos super-heróis não é apenas feita de facilidades. Eles também sofrem revezes, a vida também lhes prega partidas. Foi isso que aconteceu...»

Dói. Claro que dói. Preferia dizer que não magoa, que é indiferente, que passa, que não sufoca. Mentiria se o dissesse. Se escondesse que o coração ficou despedaçado em cada derrota, em todos os momentos em que o nosso símbolo não se ergueu bem alto. Não consigo fazê-lo, porque sou demasiado transparente. Porque sou demasiado Portista. Porque sinto este clube todos os dias. E este ano não foi o nosso. Não fomos nós. E dói mais por isso, porque este Porto não é o meu Porto. 
Fui constatando ao longo dos anos que não estamos geneticamente preparados para as derrotas. Estamos mal habituados, por força de termos conquistado o mundo. Por termos vencido quando tínhamos tudo contra nós. Porque soubemos agarrar-nos às adversidades e fazer delas uma motivação extra. Porque neste clube não se atira a toalha ao chão, joga-s…

O que fala ao coração #6

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«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar

Não passo um dia sem ouvir música. E se todos os dias são sinónimo disso mesmo, os sábados ganharam mais significado neste panorama. Portanto, esta semana continuamos em Português - sempre em Português - e novamente no masculino. Com um único nome, o artista desta semana podia ter como significado próprio palavras como atitude, garra, inteligência, raridade e tantas mais pela enorme qualidade que apresenta. Se tentarem juntar a letra inicial de cada uma das palavras acham que conseguem chegar ao seu nome?

Cortinas de banho ou gabardinas?

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A criatividade não tem limites. Não tem mesmo. E é bom que assim seja. É bom encontrar histórias de pessoas que sabem reinventar objetos, que os aproveitam e lhes dão uma nova roupagem e funcionalidade. 
No dia em que vos falei da história da Marta Leão, podem ver aqui, não era dela que ia falar. Tropecei na notícia por acaso, mas sei que fez todo o sentido partilhá-la convosco, não só pela necessidade de alerta, mas também pelo exemplo de força e de vida que ela é. Falei-vos de uma mulher que se viu obrigada a lutar contra um cancro de mama aos vinte e sete anos, mas, na realidade, comecei o dia a pensar que vos iria contar a história da Rita Olivença. 
Dois temas completamente diferentes. Que acabam por se relacionar, ainda que em dimensões distintas, na capacidade de superação e na conquista de objetivos. Hoje quero dar-vos a conhecer o trabalho de alguém que tem a destreza suficiente para renovar um material que muitos de nós pensamos ter apenas uma única função. Depois disto, ac…

As minhas viagens de metro #10

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«Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem»
Caio Fernando Abreu

Já não te vejo há uns dias. Se contabilizar melhor talvez compreenda que não sejam dias, mas sim semanas. Por estranho que pareça tem-me custado menos do que aquilo que estava à espera.

22

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«Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza vai mais longe», Clarice Lispector

Obrigada. Por todas as mensagens de força. Por todas as mensagens de parabéns. A todos os que estiveram. A quem queria estar, mas não conseguiu. A quem faz por estar incondicionalmente. Pelas flores. Por todas as chamadas. Por todos os abraços e beijos dados presencialmente e pelo coração. Pelos parabéns cantados de Espanha. Pela tarde e pelo jantar.

A vocês que estão desse lado, que perdem algum do seu tempo para ler o que escrevo, que têm sempre palavras carinhosas e de aconchego para me dar, obrigada. Obrigada mesmo! É bom ver este espaço a crescer todos os dias. Faz cada vez mais sentido!

Não consigo descrever o gratificante que é receber carinho por parte das pessoas que admiramos e das quais julgamos nunca receber qualquer tipo de mensagem. É bom. Enche o coração. Dá ainda mais força. Mas não seria justo não referir que esse carinho é constante. Assim co…

O outro lado da vida

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«É difícil perder alguém. Porque é impossível acostumar-se com uma perda. É complicado entender que nunca veremos novamente aquela pessoa. Não é como uma briga que termina com um simples pedido de "desculpas". Ou como a distância que acaba seja com minutos de caminhada ou uma passagem de avião. É algo definitivo sabe? E torna-se terrível pensar que aquele adeus foi o último, sem a chance de um novo "olá". Não foi uma despedida da maneira que você queria e muito menos do modo que aquela pessoa querida merecia (...)»


Não consigo recordar-me do som da tua voz. Da tua gargalhada. Do teu perfume. Do aconchego do teu abraço. Do teu rosto. Já não consigo lembrar as brincadeiras. A sensação de proteção. A cumplicidade. Mas recordarei para sempre o amor com que a avó falava de ti, o mesmo com que a minha mãe diz que eu era a tua menina.
Como é que se consegue amar tanto uma pessoa que não se conheceu? Parece estranho. Pouco ou nada lógico. Sem sentido. Perdi-te no dia em que…

O meu blog é neutro em CO2

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«Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida se esconde por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber, e principalmente, basta querer enxergar», Clarice Lispector


É através de pequenos gestos que conseguimos fazer algo grandioso. De nada vale tentarmos mudar o mundo se não começarmos por nos mudar a nós. Sempre aprendi que são as coisas simples da vida que nos preenchem e completam, que nos fazem querer amar e avançar por mais incerto que seja o caminho. E foi por ver os meus a lutar com tanta convicção por causas maiores que compreendi que somos muito mais felizes a ajudar quem precisa. 
Vi em vários blogues o selo do «Gesto verde» e rapidamente surgiu a curiosidade em saber do que se tratava. Ao visitar a página desta iniciativa fiquei surpreendida com alguns dados que apresentavam: «Você sabia que um blog produz, em média, 3,6 kg de dióxido de carbono por ano?». Estava longe de imaginar, por isso, e como fazer bo…

O que fala ao coração #5

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«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar

Não passo um dia sem ouvir música. Esta semana continuamos a cantar em Português, mas no masculino. A cara e a voz dele não são nada estranhas, até porque foi o vencedor da quinta edição do programa Ídolos.

Esperar

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«Sofre mais aquele que espera sempre do que aquele que nunca esperou ninguém?», Pablo Neruda 


Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que me resta esperar. 
Não sou mais do que já fui de menos. E agora? Uma folha de jornal rasgada em mil pedaços. No chão! Aquele que pisam mil vezes sobre mil por dia. São segundos de espera, os mesmos que já não espero. O tempo que já não conto e o que já não espera por mim. Sete segundos apenas, de uma vida sem nada que se reparta em sete sorrisos e sete abraços que tantas vezes precisei de sentir.
Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que já não sei esperar.
E a vida corre diante dos meus olhos. Não a consigo agarrar. Tudo parte, tudo passa, tudo muda, como se num piscar de olhos tudo fosse diferente. Continuo à espera. Eu espero – como já ninguém espera – pelo tempo que ainda me sobra.
Nas mudanças escondidas e perdidas num mundo de mil cores, de sete segundos de esperança. Quebrou-se o vidro estilhaçado do relógio. Já não conta, j…

Liebster Award II

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A Rute Pedroso do blog Pure Glass nomeou-me para a TAG Liebster Award. Se estão recordados, o objetivo é dar a conhecer novos blogues. E consiste em revelarmos onze factos sobre nós, responder às onze perguntas que nos colocaram, nomear onze blogues e fazer as nossas próprias onze perguntas. Já não é a primeira vez que respondo a esta TAG, mas, e agradecendo a nomeação da Rute, vou fazê-lo novamente, deixando-vos apenas as respostas às perguntas que ela deixou para as selecionadas. 

As 11 perguntas:
1. Se pudesses mudar uma coisa em ti, que mudarias? Preocupo-me demasiado com as pessoas, talvez mudasse isso. Não por considerar que algumas não merecem, mas para evitar magoar-me com aquelas que não valem a pena. 
2. Uma qualidade e um defeito teus. Costumo dizer que sou má pessoa (tanto, que até já tenho um hetecare reservado no Inferno. Sim, leram bem, um hetecare, que é um hectare com lugar de estacionamento - tudo isto resulta de horas de parvalheira com os amigos), mas sou boa ouvinte, …

O que fala ao coração #4

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«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar

Não passo um dia sem ouvir música. A escolha desta semana é novamente em português e no feminino. Talvez não a reconheçam, mas tenho a certeza de que depois de ouvirem a sua voz nunca mais se esquecerão.

As minhas viagens de metro #9

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«O amor é mais do que querer, desenhar, sonhar e amar. É partilhar a vida inteira, numa entrega sem limites, como mergulhar no mar sem fundo ou voar a incalculáveis altitudes. O amor é muita coisa junta, não cabe em palavras nem em beijos, porque se leva a si mesmo por caminhos que nem ele mesmo conhece, por isso quem ama se repete sem se cansar e tudo promete quase sem pensar, porque o amor, quando é a sério, sai-nos por todos os poros, até quando estamos calados ou a dormir».

- Imagina que tinhas estas três portas à tua frente. Qual abririas para seguir a tua viagem?
- Dependeria do destino onde cada uma pudesse levar-me.
- A primeira é a do amor. A segunda da sorte. A terceira do dinheiro. 
- Escolhia a...