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A mostrar mensagens de Junho, 2014

O primeiro... de muitos!

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«(...) Não te vi e tentei voltar a dormir, sabendo que a Ásia ainda estava longe. Mas como não chegaste fiquei preocupado. Nada nas notícias, porque é que não estou a receber uma chamada tua? Devias estar a chegar. Estiveste tão longe e agora deves estar a chegar»

Estava a chegar. Chegou. E trouxe consigo mais uma prova do talento daqueles que são, para mim, um dos grupos que mais me enche o coração: os Aurora
Caminhando por aí, seguindo diferentes direções, mas sem nunca perderem o Norte, vão dando passos certos rumo a um futuro que, já sendo de sucesso, tem tudo para ser ainda mais brilhante. Admiro-lhes a capacidade de nunca pararem e de fazerem acontecer. Na passada quarta-feira, durante a emissão do Boa Tarde, na Sic, presentearam-nos com a novidade de serem padrinhos de um projeto que pretende animar e mimar aqueles que estão a passar por momentos mais complicados a nível de saúde. Integrado na iniciativa «Música nos Hospitais» (sobre a qual podem saber mais aqui), a Sic Esperan…

O que fala ao coração #15

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«A minha ideia é que há música no ar, há música à nossa volta, o mundo está cheio de música e cada um tira para si simplesmente aquela de que precisa», Edward Elgar

Não passo um dia sem ouvir música. Como tem sido uma constante, a escolha desta semana volta a ser em português. No masculino. E com sotaque portuense. Com um género que se encaixa na eletrónica/pop, o grupo que hoje vos apresento tem uma identidade muito própria, que não deixa ninguém indiferente e que facilmente os deixa reconhecer. Torna-se imperativo ouvi-los todos os dias, pela qualidade inesgotável com que trabalham e fazem música.

Desabafos

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«Nunca pensei que seria tão difícil dizer adeus».

Foi o que aconteceu contigo. Connosco. Deixei de saber de ti. Deixaste de dar sinais sobre o caminho que escolheste. Apagaste as pegadas. Deixei de te seguir. De te procurar. Deixei de sentir a tua falta, ainda que, por vezes, sinta a recaída que o vazio cria no meu coração. Deixaste de me fazer falta. Porque te ausentaste. Partiste. E eu virei à esquerda, para o lado oposto por onde o meu caminho se podia cruzar com o teu. Não me fazes mais falta. Não mais. E como é bom desprendermo-nos daquilo que nos sentimos a prender ao passado. Tão simples quanto isso, adeus. Sem rancor ou qualquer tipo de ódio. Só com a cicatriz que me fará recordar todos os dias o corte que a nossa amizade teve. Até qualquer dia. Ou até nunca mais. A primeira escolha foi tua. O adeus definitivo é meu!

As minhas viagens de metro #15

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«Aprenda, menina, quem não te procura não sente sua falta», Caio Fernando Abreu

Mentiria se dissesse que esta falta de conversa não me incomoda. Mas talvez me incomode mais o facto de que para ti seja indiferente. A mim ainda me custa, e talvez custe para sempre, o esquecimento onde caí, desamparada, sem um único sinal de que seja temporário. Talvez porque não o seja, já percebi...

Ana Moura

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«Rumo ao sul, sem amor, devagar o meu sonho faz-se ao mar. Sem amor rumo ao sul, o meu céu perdeu o azul»

Noites como estas enchem-me o coração. Nem a chuva que se fez sentir ao início demoveu a beleza de uma Avenida cheia a cantar Fado. Ana Moura é, para mim, a melhor no que faz. Com uma beleza inconfundível e um talento gigantesco. A alma com que canta, pois tem o coração na voz, é impossível de descrever. É mesmo uma honra estar tão perto e presenciar a magia de um momento tão único. Faltou-me «O que foi que aconteceu», mas ouvir da segunda fila aquela voz rouca e aconchegante, de uma generosidade e humildade ímpares, capaz de encher um palco sozinha, e uma avenida inteira, compensou por todas aquelas com que se apresentou em palco. E os músicos que a acompanham são extraordinários. Que qualidade! Sentir «Os Búzios» e a «Desfado» assim, bem de perto, é impagável. O obrigado será sempre pouco depois de um concerto tão incrível.
Após esta oportunidade, que julguei comprometida por cau…