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A mostrar mensagens de Julho, 2014

O que li por aí #7

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«Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem», Miguel Esteves Cardoso

À boleia do mundo

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«É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava», José Saramago

À boleia do mundo nasce, precisamente, pelo meu enorme fascínio em descobrir sítios novos. Se puder aliar isso à escrita e partilhar com as pessoas será ainda melhor. Preencher-me-à por completo, uma vez que reúno num só momento três paixões: escrever, fotografar e viajar. 
Sou apaixonada por Portugal e tenho a sorte de conseguir dizer que já fui de Norte a Sul, simplesmente não tenho muitas recordações, até porque na altura, e isso custa-me agora, não compreendia o quanto era bom gravar no coração cada pedaço de chão que pisei. Ficam sempre histórias, tenho imagens muito presentes de alguns lugares, talvez por isso os queira revisitar. Redescobrir. Esta nova rubrica talvez seja a desculpa perfeita pa…

As minhas viagens de metro #18

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«(...) O primeiro amor ocupa tudo. E inobservável. E difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada. Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro», Miguel Esteves Cardoso

O primeiro amor nunca se esquece. É tão intenso. Vivemos tudo à flor da pele. Estamos tão longe de saber como se constrói um grande amor que acabamos por querer experimentar tudo em modo «já», em vez de saborearmos lentamente os momentos. Falta-nos a maturidade para saber esperar, por isso atiramo-nos de cabeça e não esperamos outra coisa a não ser que a outra parte de nós salte sem paraquedas.

Cristina Branco & Camané com Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música

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«Que estranha forma de vida tem este meu coração. Vive de forma perdida, quem lhe daria o condão? (...) Eu não te acompanho mais. Pára, deixa de bater. Se não sabes onde vais porque teimas em correr?»

Sabem quando ficam fascinados a ouvir/ver algo/alguém que admiram? Foi exatamente assim que me senti quando o Camané entrou em palco. Que me perdoe a Cristina Branco, cujo talento desconhecia, mas o grande motivo que me levou a estar presente foi mesmo o «Príncipe» do Fado, como tão bem o apelidou. Aquela voz quente e aconchegante, de figura elegante, encheu-me a alma e o coração. Foi o realizar de um sonho antigo. E agora só espero pela oportunidade de o ver a sós, num espetáculo à sua imagem. A Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, que tão bem os acompanhou, é de uma qualidade incrível. Obrigada por mais esta noite memorável. Por novamente ter ficado de lágrimas nos olhos e com a sensação de que sou uma privilegiada por, de tão perto, ter presenciado tanto talento.
É assim que te…