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A mostrar mensagens de Dezembro, 2016

Quase meia-noite!

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«E amanhã não seremos o que fomos. Nem o que somos», Ovídio

O relógio da sala está quase a bater as doze badaladas. O tempo corre. Sinto-o a passar por mim a uma velocidade que nunca conseguirei acompanhar. Fecho os olhos. E penso. E relembro tudo aquilo que me foi possível viver durante um ano inteiro.

[Não] Ser

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Somos pétalas Que voam Sem destino
Somos reduzidos A fragmentos A sucessivas divisões irreversíveis 
Somos sonhos Em suspenso  No medo
Somos Apenas  Mas nunca por inteiro.

Velhos fantasmas

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Trouxeste de volta os meus fantasmas. Aceleraste a fundo nessa estrada sem retorno. E remexeste num passado que não conhecias tão turbulento. Há uma névoa que paira nas minhas memórias e tu retiraste-lhes a película que as impedia de levitar e retomar o sentido inverso para onde as enviei. O caminho é demasiado incerto. Intoxicante. É um abismo. Uma sentença. E não sei por quanto mais tempo irei aguentar não me perder nessa escuridão que amargurou a minha vida em silêncio. Contigo do meu lado. Sem perceberes os sinais da minha luta. E da minha derrota interior. Tornei-me mestre a esconder a parte sombria da minha alma. A ocultar a forçada empatia. A ausência de sentimentos. Fui, simultaneamente, monstro e presa fácil. Vacilei. Vacilei tanto e tu nem deste conta. Até ao dia em que a minha ironia profunda, como se de uma doença se tratasse, colocou um ponto final nessa tua benevolência. Bateste a porta com a máxima força. E eu senti que esse embate era para me atingir. Resultou. Caí set…

Cidade em miniatura

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«Quem vem e atravessa o rio...», Rui Veloso

O Porto tem encantos infinitos. Cada detalhe é precioso. E quanto mais descobrimos, mais queremos conhecer. Há locais de paragem obrigatória. E outros que, mesmo não tendo tanto destaque, merecem uma visita igualmente demorada. Em 2013, durante mais um dos meus passeios, precisei de ir ao Via Catarina e qual não foi o meu espanto quando entrei e vi a cidade... em miniatura!

Misto de emoções!

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A final do The Voice aconteceu no passado domingo, dia de natal. E eu não podia ter acabado a noite mais feliz. Afinal, o concorrente que eu mais queria sagrou-se vencedor!

Já chegou ao fim!

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Como correu o vosso Natal?

Natal é...

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... Amor. Família. Magia. É acordar de sorriso largo, de coração acelerado e não baixar a adrenalina até às doze badaladas. Natal é sinónimo de abraços, de recordar momentos à volta da mesa, de ver uma sala inteira desarrumada e coberta de papel de embrulho. É trautear músicas, mesmo com o rádio desligado. É ficar em silêncio no meio de gargalhadas estridentes e mil conversas paralelas, observando os olhares iluminados daqueles que nos são tanto. O meu Natal é um misto de presente e de saudades. É tudo aquilo que me conforta e que me emociona. É o reflexo daquilo que somos durante um ano inteiro. É a minha paz e os meus momentos de euforia. O meu Natal, que tem tanto de igual, como de diferente de todos os outros, será sempre uma parte muito minha, que guardarei com todo o carinho, dentro desta caixa-forte. Porque o Natal são as luzes. As histórias intermináveis. E as pessoas. E eu não saberia viver esta época com um carisma tão próprio se me faltassem os essenciais. Mesmo que as voze…

As minhas viagens de metro #50

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«Naquela noite eu não dormi direito...», Martha Medeiros

Estou cansada. As minhas olheiras denunciam as noites mal dormidas; as voltas intermitentes que dou na cama quando sou invadida por pequenos rasgos de memória.
Baralhas-me o coração e tiras-me o sono. Menosprezei-te, porque achei que nunca terias tanto poder sobre mim. Mas aqui estou eu, sem dormir há dias, interrogando-me sobre o teu paradeiro e o estado em que te encontras. Mesmo longe, continhas a fazer com que me preocupe contigo. Não queria. Mais do que isso, não devia. Ainda assim, é isso que acontece. Vou voltar a fechar os olhos. E tentar dormir. Nem que seja por apenas cinco minutos. Preciso desse tempo inerte, apagado, sem que nada perturbe o meu silêncio. Dá-me essa paz, imploro-te. Pela última vez!

M, 22.02.2015

Scorpion

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Um dos meus programas favoritos é ver séries. Adoro o facto de ter um dia fixo para cada uma delas, porque é uma forma de me abstrair de tudo e ter um momento só meu. Naturalmente, tenho algumas de eleição, mas há sempre espaço para novas. Divido-me entre o AXN, o AXN White e a Fox Life, muito raramente vejo a Fox, mas depois de ontem até isso irá mudar!

Jukebox #37

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«You say the words I wanna hear But they are as empty as the air Just like you mean it But you didn't mean it At all

O que li por aí #54

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Quero #18

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Ver Os Quatro e Meia ao vivo! Este grupo transborda talento. E não há uma única música - original ou versão - que não me deixe fascinada. Hoje e amanhã atuarão na Casa da Música, com o seu espetáculo «Acústico Como Sempre». Infelizmente, não poderei estar presente, mas tenho a certeza absoluta de que quem for não ficará desiludido.

Semana de loucos

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Estágio, um trabalho para entregar na quinta, uma reflexão e uma planificação para entregar na sexta, aulas e escrever um capítulo do relatório que é para entregar na segunda. Dia 20, chega rápido, por favor! Preciso de férias (mesmo que não o sejam integralmente).

Fragmentos #15

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Sou apaixonada por magia, por isso fico sempre rendida quando vejo truques deste género. O Mário Daniel é extraordinário e tem mesmo o dom de nos prender a tudo aquilo que faz. Acompanhei o seu programa «Minutos Mágicos» religiosamente e não havia um que não ficasse boquiaberta. Escusado será dizer que adorava ir ver o seu espetáculo «Fora do baralho».

Jukebox #36

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«(...) Foi pelo sabor do seu caminho Que ela acabou por se convencer  Que avançava mais indo mansinho  Que em passos altos a combater 
Onde plantou o azevinho  Cresceu o dom de saber ver crescer  Linda a promessa do destino  Se houver vontade de a manter 
(...)

O que li por aí #53

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Inércia

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Não sei de mim Quando permaneço inerte Nessa bolha de nostalgia Que se propaga pelo meu corpo No momento em que te vejo Ao longe A seguir um caminho oposto Aos sonhos que escrevemos a dois.

Incapacidade

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A vida muda mesmo num ápice! E quanto mais achamos que estamos a contar com o próximo passo, mais somos apanhados de surpresa - e o nosso mundo desmorona como um baralho de cartas. O que me angustia é esta sensação de impotência perante os acontecimentos, sobretudo quando sei que os meus precisam de mim.

As minhas viagens de metro #49

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«Meu coração está sombrio demais para se importar», Slipknot

Não sou de ferro. Hoje quero permitir-me perder a fé, a força e a esperança. Sinto que preciso de quebrar e deixar que as lágrimas rolem pelo meu rosto. Quero tanto aguentar - por mim e pelos meus - que me esqueço que não sou invencível. Também tenho os meus momentos negros, cujo objetivo é apenas deprimir.

Jukebox #35

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«(...) Yeah I know it's stupid But I just got to see it for myself
(...)

Pensamento periclitante #34

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Vou-me permitir sonhar com tudo aquilo que afastei com medo que te afastasses de mim.
#divagações #medo #sonhar #afastamento #liberdade #permissão
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