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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2017

Sedução obsessiva

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«Obsessão é uma paixão negativa», Paul Carvel

Portas contíguas. De números ímpares. Escondendo histórias singulares, dentro de quatro paredes irregulares, cujos fragmentos carregam a escuridão de almas feridas.

O mundo por olhos tom de castanha #32

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Jukebox #44

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Hoje é o dia não se o riso se esconder Pensar que vais deixar adormecer A sóbria dessa voz  Poderíamos ficar num Abrigo Mais do que teu Onde ficar!

O que li por aí #58

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Fragmentos #17

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O mês de março promete. No dia 31, Diogo Piçarra lançará o segundo álbum de originais. Em jeito de surpresa, quem tivesse subscrito a sua newsletter poderia ver «em primeira mão e em exclusivo um vídeo de apresentação do do=s», no qual conseguiríamos ouvir os refrões de todos os temas que fazem parte do disco. Não falta versatilidade. E, uma vez mais, o seu lado criativo superou-se. Se a curiosidade em relação ao álbum já era muita, depois disto acabou de aumentar!

As minhas viagens de metro #52

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«Quantas coisas cabem em um olhar! É tão expressivo. É como falar»,  Clarice Pacheco

É o teu olhar que procuro mal chego. E, inconscientemente, espero a reciprocidade desses olhos castanhos cor de avelã, como se isso fosse a minha réstia de esperança para ser feliz.

Pensamento periclitante #37

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Há coisas que me atrasam. E eu sempre gostei de chegar a horas!
#devaneio #metáfora #passado #atrasos #tempo #tu

Tempo Perfeito

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«Rasga-se o silêncio. A vontade é o começo»

O ano de dois mil e dezassete, por mais voltas que dê, terá sempre um brilho especial. Não só porque a espera que persistia em continuar terá um fim, mas também, e principalmente, porque traz consigo a certeza de que o sonho pelo qual os Aurora batalharam diariamente ganhará uma forma física. E olhando para o passado, é um orgulho imenso saber que acompanhei esta viagem desde o primeiro passo.

Dúvidas que me intrigam!

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Que sociedade é esta que faz um escândalo por alguém ser virgem aos 18, mas que acha aceitável existir violência no namoro? Não, não é correto da minha parte generalizar, até porque isto não é comum a todos, felizmente. E não é, de todo, o que pretendo fazer. No entanto, garanto que gostava de compreender o que vai na cabeça de certas pessoas!

Jukebox #43

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«Eu peguei em saudades tuas  Fui plantá-las no meu jardim  Porque sei que assim continuas  Aqui bem juntinho a mim  E cantando a saudade eu sei  Algo aqui há-de nascer  Se tristeza eu semeei  Alegria hei-de colher

Mariposas

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«Não abandones as tuas ilusões», Mark Twain

Somos que nem mariposas Perdidas em rosas Num vai e vem Desconcertado.
E de ilusões mil Vagueamos a medo Pedindo segredo Soltando as amarras Que nos prendem ao casulo Do nosso olhar triste.

#11 A minha vida tem...

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... música! Desde que me levanto até voltar a ir dormir. Sabe-me mesmo bem libertar o corpo de toda a sonolência com boas energias e começar o dia a cantarolar. O processo é sempre o mesmo: ligar a televisão e pôr o som numa altura considerável, porque, afinal de contas, ainda mal são sete da manhã e não convém abusar da sorte. Ao final do dia, quando vou tomar banho, ponho o rádio nas alturas. E já sei que vou ouvir os meus pais a comentar que «abriu a discoteca». E é por acordar constantemente ligada à ficha que me irrita um bocadinho quando faço o percurso casa-metro com o pessoal da rádio sempre a falar (ainda que os adore ouvir). É que o caminho não é longo e eu gosto de o fazer na companhia de boa música.

[Não] Correspondência

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De que adianta sussurrares que tens saudades minhas se o teu olhar é vazio de amor?

Cidade fantasma

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«Num deserto de almas também desertas...», Caio Fernando Abreu

A cidade está deserta Gélida Sombria Camuflada em solidão.

Percurso

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O segundo semestre na minha faculdade começou ontem. E para mim terá algumas diferenças. O meu mestrado tem a duração de um ano e meio, como já terminei o estágio e as aulas a única coisa que fica a faltar é o relatório de estágio, que terei que, posteriormente, defender. Se optasse pelo percurso, dito, normal, essa apresentação aconteceria agora em março, mas depois de ponderar bem e de conversar com a minha orientadora e com os meus pais decidi adiar a defesa para a época especial, marcada para julho. O ritmo é alucinante. Conciliar tudo nem sempre é fácil. E entre apresentar mais tarde e escrever algo que me deixe satisfeita, ou fazer agora só para ficar já arrumado, naturalmente, prefiro a primeira opção. Bem sei que nada, nem ninguém, me garante que vou conseguir o resultado que ambiciono, mas, pelo menos, tenho mais tempo para me dedicar a esta componente. E sinto-me muito mais tranquila assim!

Diz-me por onde andas #10

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«No fundo de um buraco ou de um poço acontece descobrir-se as estrelas», Aristóteles

No passado dia três deste mês, o despertador tocou às 5h50. O motivo? Autocarro do Caloiro a Vigo. Já lá tinha estado, mas apenas de passagem, por isso as memórias eram poucas. De máquina fotográfica na carteira, fui ciente de que a surpresa seria uma constante. Aparentemente, as condições eram as melhores... Só faltou mesmo o tempo estar a nosso favor.

Jukebox #42

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«Queria eu poder saber  A hora certa e o dia  Desde a última vez,  E se eu contar pelos dedos  Todos os "porquês",  Não paga a cara nem a dívida  Que ficou por pagar.

O prémio vai para...

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... a Invicta! 

Quero #19

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Ver A Bela e o Monstro. Porque é, indiscutivelmente, uma das minhas histórias de eleição, sobretudo pela mensagem que lhe está inerente. Perdi conta às vezes em que assisti ao filme de animação quando era criança. E à medida que fui crescendo também me acompanhou, ainda que não de forma tão regular, até porque deixei de ter o aparelho para ver cassetes. Com estreia marcada para março, estou desejosa que estreie em Portugal. Além disso, depois de ver o trailer (aqui), sinto que esta versão com imagem real tem tudo para surpreender. E atribuir ainda mais encanto ao enredo. Há histórias intemporais. E esta será sempre uma delas!

Fragmentos #16

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Vi, finalmente, As Cinquenta Sombras de Grey! Depois de me ter rendido à trilogia, só me faltava mesmo assistir ao filme. Apesar de ter demorado bastante tempo a fazê-lo, a curiosidade nunca deixou de ser imensa. É interessante ver as personagens a ganharem forma. E compreender melhor todo aquele jogo de sedução, o quebrar de limites, os medos, a necessidade de controlo e as constantes mudanças que Grey e Anastasia provocam um no outro. Por mais emoção e mistério que nos proporcionem as palavras - que o fazem - ver todo o enredo a acontecer neste formato torna tudo muito mais fascinante. Real. E próximo. Porque vemos as expressões. As reações. E já não nos limitamos a imaginar toda a cena descrita. E mantenho a minha opinião de que a história é muito mais do que aquilo a que a tentam reduzir (aqui). É curioso ver o contraste entre a ingenuidade de Steele e a personalidade intimidade de Christian, e acho que os atores conseguiram captar essas características. Além disso, a banda sonora…

Um palmo de saudade

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«Cada saudade tem um porquê. E um por quem», Renato Russo

Sinto os teus passos  No calor da minha voz  E dou-te a mão  No silêncio  Quebrado  Pela gargalhada contínua  De um sorriso  Tão meu  Quanto teu. 
- E olho para o infinito alcançável, apenas separado por um palmo de saudade.

8 coisas

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A tag «8 coisas» não me era desconhecida. E já tinha vontade de a fazer há algum tempo. Ao vê-la no blogue Precisava de Escrever, da Ana Bessa, decidi que não ia adiar mais. Sendo assim, aqui ficam as minhas respostas.

8 coisas para fazer antes de morrer: - Conhecer Portugal de Norte a Sul; - Tirar um curso de fotografia; - Comprar uma Canon; - Publicar um livro; - Ser mãe; - Andar de avião/Andar de balão; - Fazer uma tatuagem;  - Ir a Barcelona.

Conquistas

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«Eu quero sentir o que sinto», Toni Morrison

Começaste por agarrar a minha mão Até agarrares o coração inteiro
Nessas cartas por abrir Sob o brilho incessante das estrelas Que nos guiam  Em noites de insónias Sinto o perfume intemporal Do teu abraço Inquieto Como se fosse uma ponte Entre as minhas memórias E o teu desejo De me ter presa Ao teu amor

Jukebox #41

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«Olha só para nós,  Eu andava atrás do sonho  Que não ouvi a tua voz,  A chamar por mim E a dizer que se começa também pode ter um fim Podes dizer que eu não vi Mas agora sei que o sonho não é sonho sem ti

O que li por aí #57

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Se

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«(...) o que interessa é que amas», John Lennon

Se tanto menos houvesse para dizer Tanto mais queria dizer (-te)
Por gostar de olhar ao espelho  E ver que a tua sombra  Ainda reflete do meu lado esquerdo  Em todas as manhãs que procuro o teu olhar Em todas as noites que procuro o aconchego dos teus braços.

A minha coleção de dedais

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«É difícil encontrar uma pessoa que nunca teve uma coleção ou pelo menos tentou colecionar algum tipo de objeto ao longo da vida», Mariana Teodoro.

A minha infância não foi pautada por um infindável número de coleções. Do que me recordo, fiz de tazos, dos pequenos matutolas, de cromos de futebol e de anilhas. De todas estas, a que mais me custou ter perdido, sem saber como, foi a dos matutolas. Tinha imensos e sei que me fartei de brincar com aqueles pequenos monstrinhos. Posteriormente, passei a guardar objetos com um valor mais simbólico, como bilhetes de cinema, de futebol, recortes de jornais - e ainda tenho as capas onde arquivei todos esses pedacinhos de histórias.

Noite

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«Todos temos uma noite para lá de nós», José Luís Peixoto

A noite já se faz sentir lá fora. Há escuridão. A rua está deserta. O silêncio só é quebrado pela brisa suave. E pelos sons residentes do lado de fora da janela.
Continuo a esperar por ti. Olho em meu redor. E apenas vejo partes de ti espalhadas em cada canto da casa, em cada recanto da minha alma obtusa e inconformada. Olho em frente, mas tu não estás. Por entre as janelas sinto o frio da noite a chegar, mas não te traz com ele. No meu coração sentia o desejo. E ouvia a constante repetição das palavras «antes trouxesse».